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Blog do Estronhomóvel

Gente... não, sério... ontem, durante o evento das editoras Arte & Letra e Estronho, eu tremi na suspensão.

Estava eu, bonita e gostosa, parada no estacionamento, que fica bem ao lado das mesinhas, quando escutei meus donos conversando com o pessoal da Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa. O encontro que acontecerá na terça-feira dia 24 agora... vai contar com a presença de 54 crianças! o.O  

CIN-QUEN-TA E QUA-TRO! MEEEEEU!... Eu tenho trauma de criança! Esse imbecíl do meu dono se esqueceu o quanto eu sofri quando aqueles gêmeos moravam ao lado da nossa casa? Véi, na boa... eu sou traumatizada! Levei muita bolada na lataria... guidão de bicicleta raspando em mim... pezinhos sujos subindo...

Oh, Nossa Senhora do Lubrificante Sintético... cuide de mim!


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É... eu sabia que eu não ia gostar dessa viagem. E não é só porque eu detesto viajar (já disse isso?).

Primeiro já fui obrigada a dormir cheia de caixas, repletas de livros, porque eles não queriam incomodar os vizinhos de madrugada. Tá... mas podem ME incomodar, né? Mal consegui dormir com tanto peso nas costas. Tudo bem... livros do ofício, fazer o quê, né?

Saímos de madrugada e tudo foi razoavelmente bem na primeira etapa da viagem. Depois de uma parada para um café (deles, claro) em que a magrelinha quase trouxe um doce maior do que ela, seguimos por mais alguns quilômetros até o meu primeiro lanche. Aí a coisa já começou a ficar ruim... Além do idiota do frentista ter deixado a gasolina jorrar no meu corpinho, aquela gasosa não tava legal. Sei lá... não me fez muito bem. Eu não tava legaaaaal, se é que vocês me entendem. Tava meio assim, sabe? tipo... sei lá.

Para completar, a imbecil da Emengarda (nome que o idiota do meu dono deu ao GPS) começa a delirar. Queria porque queria que nós escalássemos uma montanha, indicando um caminho mais curto para atravessar São Paulo e chegar até a gráfica. Sinceramente, eu acho que esse GPS fuma um baseado e conversa com gnomos. Só pode... é cada lugar que ela nos mete de vez em quando, que me dá medo. Chego a tremer a suspensão. Mas dessa vez, a ignoramos por conhecer um pouco mais do caminho e tudo deu certo.

Chegamos em São Paulo e aí é meu tormento. Odeio tanto carro ao meu redor. Sou alérgica, sabe... Mas o pior é o seguinte: acreditam que não satisfeitos em me entupir de livros em Belo Horizonte, eles pegaram mais livros? ¬¬. E vamos embora... minhas costas já doendo.

A coisa foi piorando no caminho. Muitos, mas muuuuitos caminhões na estrada. Fico tensa, sabem? E o medo de raspar nesses caras fortões? Pior... ainda tem umas carretas folgadas que ficam mexendo com a gente. Coisa mais tosca.

Aliás, outro dia em Belo Horizonte, foi um humano... um lixeiro (nada contra a profissão) mexendo comigo na rua. Iamos para casa quando ouço: "E ae, estronho ponto com!?" - eu mereço.

Enfim... na estrada para São José dos Pinhais, além desses trocentos caminhões, e eu passando mal com aquela gasolina, ficamos mais de uma hora a passos de tartaruga com reumatismo, para andarmos pouco mais de 10 quilômetros. Obras na pista... e as costas... né? Agora... eles param, esticam as pernas, descansam... e eu lá, carregada. Tudo bem, vai... bati um papinho legal com uma S10 muito gente boa em uma das paradas.

Resumo da ópera... saímos às 5 da manhã de Belo Horizonte e chegamos às 21h em São José. Quando eles tiraram as caixas das minhas costas, eu quase jorrei óleo no chão, de tanto alívio. Sério. E hoje de manhã, quando ele ligou meu motor... rapaz, eu dei um puta arroto. Foi um tiro, que o coitado do moço que estava limpando a calçada deu um pulo para trás. Foi-se o mal estar daquela gasolina. Ufa!

Estou exausta e amanhã tem evento na Livraria Arte & Letra. Qualquer dia desses eu piro... vou ter um Distúrbio qualquer e ai vocês vão ver.

Ah... vou aproveitar e dar um aviso para esse mala do M. D. Amado: a próxima vez que você ficar empolgadinho ouvindo We Will Rock You e socando meu volante, eu vou abrir a porta e cuspir você pra fora, SEU PALHAÇO!

Meu nome é Bruta... e tô muito puta!


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É impressionante a falta de tato que meus donos têm de vez em quando. Parei para fazer um lanchinho (diga-se de passagem, não curto muito GNV porque me dá gases), e além do cidadão não respeitar minha privacidade do momento (vide foto), quando saímos, sem nenhum cuidado ou aviso, a poucos metros do posto, poucos mesmo... ele entra num consultório e pede para que regulassem meu sistema digestivo de gás.

Ora essa... não é possível que não se toca. Eu tinha acabado de me alimentar e o cidadão chega, abre meu capô e sem nem ao menos me convidar para jantar ou mandar flores, vai metendo a mão nas minhas coisas, mexendo aqui, mexendo ali, acelerando... aquilo foi me dando uma coisa, um calor... uma sensação... err... digo, não foi legal... cof! cof! Então... err...

E você acha que parou por aí? Nãaaaao... Voltamos para casa e no caminho, obviamente, depois de invadirem minha privacidade assim, sem aviso, fiquei abalada. Mas o Amado (por mim, deveria ser Odiado) reclamou que eu fiquei fraquinha... "hmmm... ela tá fraca na subida... ela não ficou boa... vou voltar lá". Nhém nhém nhém... ficou fraquinha... ficou fraquinha!

Meu amigo! É claro que eu fiquei fraquinha. Eu tinha ACABADO de lanchar e você permite que um estranho venha mexer nas minhas entranhas! JUMENTO! Aff...

No final das contas, voltamos no consultório e novamente aquela mãozona cheia de graxa... máscula e... errr...

E tudo isso pra quê? Para viajar, claro... ¬¬

Não sei se já disse, mas eu ODEIO viajar!


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Fico parada aqui no estacionamento do condomínio, de costas para a casa dos imbecís dos meus donos, e hoje eu pude ver pelo retrovisor parte do monte de caixas de livros que vou ter que carregar nessa próxima viagem. Escutei quando eles disseram que não tem lugar para as malas...

Tem sim... no banco do motorista e do passageiro ¬¬

Odeio viagens!


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Olá, meu nome é Bruta e devo dizer que a coisa já começou errada no título deste post: "conheça O estronhomóvel".

Eu sou uma Chevrolet Blazer, portanto sou mulher. Minha antiga dona me deu o nome de Bruta, pois achava que eu impunha respeito, apesar de toda minha beleza na cor prata mais escura que o tradicional prata desses veículozinhos sem graça que a maioria dos homens escolhem. Gostava e ainda gosto daquela família, embora tenha sofrido um bocado quando o motorista pesava lá os seus 178 quilos e eu andava todos os dias para baixo e para cima, carregando não só ele, mas também a garotada de casa para o colégio, do colégio para casa. Sem falar nas compras imensas de supermercado. Era realmente estressante e disso não sinto saudades. (ok, é um pequeno exagero, afinal eu tenho um motor 4.3, 6 cilindros e não seria um homem de 178 quilos que ia me cansar, mas eu preciso desse drama).

No entanto, eis que um dia quando eu já estava feliz porque o motorista fez a tal cirurgia que esses homens fazem para diminuir o próprio tanque de combustível e eu já não precisava me esforçar tanto (drama de novo), eles resolvem trocar de carro. E eu venho parar aqui... Estronhomóvel... (suspiros).

Sinceramente... é muita falta de criatividade colocar um nome desses no próprio veículo. E ainda por cima me cobrir com uma roupa preta, cheia de caveiras, um zumbi, uma cabeça decepada e outras coisas do tipo. Tá, eu confesso que às vezes é muito divertido assustar as pessoas que me veem nas ruas, principalmente se for à noite. Mas poxa... eu gostava da minha cor.

Não satisfeitos com isso, me enchem de livros e me fazem viajar quilômetros e quilômetros. É livro pra lá, livro pra cá. E eu não gosto de viajar. Não gosto mesmo. Sempre que possível, invento que estou doente, dou piti, deixo esses idiotas na rua. Mas eles insistem, me levam ao médico e pronto... lá estou eu de novo de volta às estradas. Bom, também sou bem sacana. Quando adoeço, o prejuízo que dou me dá um gostinho de vingança adorável.

E não é só isso... o cara não tem falta de criatividade só para dar nome aos seus carros. Ele assina seus trabalhos como M. D. Amado... Ah, pelo amor de Optimus Prime, o cara se acha o quê? Um Medical Doctor? puf!

Bom, já estou me cansando por hoje. A parada é a seguinte: uma vez eles fizeram um blog em minha homenagem, mas deixaram largado e não falavam nada do que me interessava. Ainda tinham a cara de pau de dizer que era em minha homenagem. Han!

Pois bem. Dessa vez eu os obriguei a criar outro blog e quem vai escrever os posts SOU EU, a BRUTA... Errr... tá, eu não sei escrever, mas fiz um acordo com esse mala do M. D. Amado e a magrelinha da Celly Borges, e eles transcreverão o que penso SEM MUDAR MINHAS PALAVRAS...

- Certo, nós entendemos, Bruta.

Entenderam o cacete, porque você mudou o título. Enfim... Vou descrever aqui algumas experiências de nossas viagens e eventos, além de reclamar muito desses dois donos que eu fui arrumar agora. Não sei se é um prazer conhecer vocês, leitores, mas de qualquer maneira... se quiserem conversar, usem os comentários.

Vou dormir.


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Livraria Estronho

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